Ditadura brasileira buscou os resistentes na fronteira

No início da década de 70, a região fronteiriça entre o Brasil e Argentina, especificamente a província de Missiones, oferecia condições propícias para a reorganização da luta armada contra a ditadura brasileira. Montanhas, mata fechada, tensão social e grande movimentação de brasileiros que sairam de Santa Catarina e Rio Grande do Sul em busca de terra e trabalho. Nessa área a Vanguarda Popular Revolucionária – VPR, organizava   duas bases operacionais que seriam usadas para receber os militantes que estavam no Chile e em outros países. Nesses locais, os militantes da organização passariam por uma etapa de adaptação antes de entrarem em ação. (ver livro Onde foi que vocês enterraram nossos mortos? Aluizio Palmar) Na mesma área atuavam organizações armadas argentinas e organizações de exilados paraguaias. Montoneros e ERP da Argentina e OPM, Mopoco e outros grupos. Na linha de massas estavam em ação o Movimento Agrário  Misioneiro -MAM e as Ligas Agrárias.

De olho nessa movimentação estavam os órgãos de repressão das ditaduras argentina,brasileira e paraguaia.

O documento aqui exposto mostra a forma como atuava a repressão aos movimentos de resistência. Órgãos de inteligência do regime ditatorial, juntamente com as embaixadas e consulados sabiam que havia algo, e usavam todos os meios na busca aos resistentes.

Documento Revelado

Informação  número 307 16 APA 73

Data 29 out 73

Infiltraçao de comunistas brasileiros e chilenos em território do Brasil

Atividades Subversivas na região de Missiones, na Argentina

Referência   Doc. Info. 250/20/AC/73

Difusão: AC/SNI

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