RELATÓRIO DO “CABO” ANSELMO À REPRESSÃO APÓS MISSÃO DE ESPIONAGEM NO CHILE

O documento intitulado “Relatório de ‘Paquera’ pode ser considerado um dos documentos mais importantes sobre a forma como atuavam os espiões da ditadura.

Ele foi escrito por José Anselmo dos Santos, agente da ditadura infiltrado na Vanguarda Popular Revolucionária – VPR, após viagem ao Chile, onde entrou em contatos com dirigentes das organizações da Resistência.

Em seu “Relatório”, o “cabo” Anselmo fala de seu contato com a Embaixada Cubana em Santiago e suas conversas com José Duarte dos Santos, Onofre Pinto e Maria do Carmo Brito.

O agente infiltrado faz ainda um relatório da situação em que se encontrava a esquerda em geral e as rotas de retorno ao Brasil dos militantes da Resistência.

Secretaria de Estado dos negócios de  Segurança Pública de São Paulo

Polícia Civil

Divisão de Ordem Social

Setor de Análise, repressão  e informação

 

 

Compartilhe:

Arquivos para download:

2 comentários

  1. JOAO GUIMARÃES SANTANA disse:

    ESSE EPSÓDIO COMO TANTOS OUTROS RELATADOS EM LIVROS POR HISTORIADORES QUE PARTICIPARAM DA LUTA CONTRA O ESTADO DITATORIAL BRASILEIRO, AINDA NOS REVOLTA PROFUNDAMENTE ,PORQUE INFELIZMENTE O PODER NÃO VOLTOU PARA OS CIVIS COMO FRUTO DE UMA LUTA DE MUITOS SACRIFÍCIOS INCLUSIVE DE ÓBITOS DE COMPANHEIROS NOSSOS. FOI UMA COISA NEGOCIADA ENTRE TANTAS OUTRAS O IMPEDIMENTO DE APURAÇÕES DOS CRIMES PRATICADOS PELOS AGENTES DO SNI E SEUS SERVIÇAIS ATÉ A ANISTIA FOI CONCEDIDA SEGUNDO A VONTADE DESMEDIDA DA LINHA DURA MILITAR QUE NÃO QUERIA DEIXAR O PODER.A CRISE POLÍTICA QUE VIVEMOS NO MOMENTO É FRUTO,HERANÇA DO GOLPE DE 1964, ELES IQUIDARAM POLITICAMENTE NO MÍNIMO 3 GERAÇÕES. FORMAR OUTRA IGUAL A NOSSA SÓ MAIS MEIO SÉCULO NO MÍNIMO.

  2. O PODER NÃO VOLTOU PARA OS CIVIS COMO FRUTO DE UMA LUTA DE MUITOS SACRIFÍCIOS INCLUSIVE DE ÓBITOS DE COMPANHEIROS NOSSOS. FOI UMA COISA NEGOCIADA ENTRE TANTAS OUTRAS O IMPEDIMENTO DE APURAÇÕES DOS CRIMES PRATICADOS PELOS AGENTES DO SNI E SEUS SERVIÇAIS ATÉ A ANISTIA FOI CONCEDIDA SEGUNDO A VONTADE

Deixe um comentário

Todos os campos sinalizados (*) são obrigatórios