FREI TITO DE ALENCAR, PRISÃO, TORTURAS E OS TORMENTOS QUE O LEVARAM A MORTE

 

Frei Tito foi preso em 12 de outubro de 1968 no sítio onde teve início o XXX Congresso da UNE, na cidade de lbiúna (SP). Foi preso novamente em 4 de novembro de 1969, em companhia de outros dominicanos acusados de terem ligações com a Ação Libertadora Nacional (ALN).
Frei Tito foi inicialmente torturado pela equipe do delegado do DOPS Sérgio Fernando Paranhos Fleury e, depois, transferido para o Presídio Tiradentes. O torturador capitão Maurício Lopes Lima lhe disse ao chegar: “Agora você vai conhecer a sucursal do inferno”. E fizeram-no conhecer. Queimaram sua pele com brasa de cigarro, choques especialmente na boca “para receber a hóstia”, pau de arara, a terrível cadeira do dragão, e outras “delicadezas”…. Foi incluído na lista de presos políticos trocados pelo embaixador suíço Bucher, indo para a França, sendo recebido no convento Saint-Marie de La Tourette, em Eveux, dos frades dominicanos.
As dolorosas e constantes torturas acabaram com seu “psiquê”, pois vivia atormentado vendo nas sombras figuras de seus torturadores. No dia 10 de agosto de 1974, um morador dos arredores de Lyon encontrou o corpo de Frei Tito suspenso por uma corda pendurada em uma árvore. Foi enterrado no convento onde tive a emoção de rezar na cova onde ficou enterrado antes de seu corpo ser transladado para o Brasil. Frei Beto em seu livro “Batismo de Sangue” relata as dilacerantes torturas sofridas por Frei Tito.

João Bertoldo

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