REPRESENTAÇÕES DA TORTURA NO JORNAL NOSSO TEMPO

Direitos Humanos e Opinião Pública em Foz do iguaçu – 1980-1985

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao
Instituto Latino-Americano de Arte, Cultura e História
da Universidade Federal da Integração LatinoAmericana, como requisito parcial à obtenção do título
de Bacharel em História América Latina

Anderson de Oliveira

Orientador Prof Paulo Renato  da Silva

 

Este trabalho tem por proposta discutir o período da ditadura militar no Brasil e em Foz do
Iguaçu. Utilizando o jornal
Nosso Tempo no período entre 1980 até 1985, como fonte principal.
O objetivo é evidenciar como o jornal trabalhou questões relacionadas à tortura de presos nas
delegacias da cidade. Para isso vamos inserir o conceito de empatia trabalhado por Lynn Hunt,
somado à ideia de direitos humanos, e de como a relação entre ambos é importante para que
possamos nos colocar no lugar das vítimas. Acreditamos que o jornal, ao abordar a tortura, se
pautou pela construção de empatia entre os torturados e a opinião pública, de modo a mobilizá-
la em defesa dos direitos humanos e para fazer um contraponto aos discursos oficiais que
negavam a prática de tortura ou que primavam pela criminalização dos torturados. Também
vamos analisar como o jornal foi criticado e alvo de perseguições dos militares que ainda
controlavam o processo de “abertura”. Nesse sentido vamos analisar o processo que os
jornalistas sofreram com base na Lei de Segurança Nacional, que culminou na prisão de
Juvêncio Mazzarollo, e ainda evidenciar como as discussões tanto sobre a tortura e a prisão de
Juvêncio estavam carregadas de religiosidade, um dos principais elementos que nortearam a
construção de empatia junto à opinião p

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