Mural de recados

Na madrugada do dia 31 de março para o 1º de abril de 1964, tropas guiadas pelo general Olympio Mourão Filho sairam de Juiz de Fora (MG) em direção ao Rio de Janeiro. o início do golpe civil-militar.

Durante 21 anos o povo brasileiro foi submetido à uma ditadura que extinguiu direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e reunião.

Pretendemos com este site contribuir para um melhor conhecimento do período. A exposição de documentos produzidos pelos órgãos de repressão do Estado Policial e também pelas organizações da resistência à ditadura tem o seu valor como fonte documental daquele momento tenebroso de nossa história contemporânea.

Entendo que os documentos dos arquivos da ditadura devem ser vistos com o olho crítico da dúvida, pois foram escritos por pessoas treinadas para mentir, contrainformar, caluniar, prender, torturar e matar.

Espero que Documentos Revelados contribua para a compressão dos acontecimentos das décadas passadas, dos métodos de controle usados pelo Estado Policial e estimule os visitantes a ter um compromisso ativo com a democracia.

Documentos Revelados é resultado de anos de garimpagem nos arquivos estaduais e arquivo da Delegacia da Polícia Frderal de Foz do Iguaçu, de vasculhar caixas e pastas, repletas de mandados de prisão, informes,radiogramas, ofícios recebidos e expedidos, dossiês,relatórios e outros tipos de documentos produzidos pela burocracia policial.

Estamos sempre postando documentos. A cada dia um novo arquivo será arquivado e muitas novidades estão vindo por aí.

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  1. Camarada Aluizio!

    Tenho uma grande documentação sobre o período da Ditadura.
    Estive preso na PE da Vila Militar em Deodoro-RJ, na Ilha Grande,
    no Dops do Rio, passei pela Barão de Mesquita-RJ e estive
    preso em Linhares-MG.
    Vamos conversar sobre a possibilidade de te enviar o material
    para ir publicando-o.
    Ousar lutar…
    Ousar vencer….
    Marco Meyer

    (Em tempo tenho um Sebo, na EV, chama-se Sebo Comunicação.
    Consegui recolher bastante material através dele.
    Precisando de algum livro…me avise.
    Estou distribuindo o livro “A Vida quer é coragem” sobre
    a companheira-presidenta.Se der para fazer um comercial na
    seção de Livros.

    • Olá Meyer,
      mande o material sobre o livro “A Vida quer é coragem” para que eu possa divulgá-lo.
      qto aos documentos seu acervo tenho muito interesse.
      mande também o catálogo do sebo.
      Um abraço e obrigado pela lembrança
      Aluízio

    • Queria fazer contato com o Marco Antonio Azevedo Meyer . Faço parte da Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora e estamos procurando /digitalizando /pesquisando esse período em JF. Encontramos uma caixa na Auditoria Militar com documentos de 33 presos políticos , entre eles : da Presidente Dilma Roussef , Pedro Paulo Bretas, Marcio Araujo de Lacerda , Jorge Raimundo Nahas, Angelo Pezzuti , Afonso Celso lana leita( com quem já fiz contato)e muitos outros. Como o Marco Antonio esteve preso aqui em Juiz de Fora, pode ter contato com as pessoas ou familiares das pessoas que estão na nossa lista e pode nos ajudar a localizar essas pessoas,
      Obrigada,

      Cristina Couto Guerra

  2. Prezado Aluizio Palmar,
    Sou professora e pesquisadora da educação no Oeste do Paraná no período da Ditadura Militar. Estou surpresa com a riqueza dos documentos divulgados neste site sobre um período ainda “submerso” da história do nosso país, especialmente sobre nossa região Oeste e de fronteira. Estou certa de que esta iniciativa auxiliará e muito novas pesquisas acadêmicas e independentes sobre o tema.
    Parabenizo-o pela generosidade e pelo belo trabalho!
    Abraço,
    Denise

    • olá professora, obrigado pelo incentivo. Estamos apenas começando, espero digitalizar e colocar no “ar” todos os documentos que tenho juntado e guardado em todos esses anos. É um sonho poder tornar público,socializar o acervo.
      Abraço
      Aluízio

  3. Olá,

    Há um nome divulgado na lista de torturadores, Edgard de Almeida Martins, que gostaria de saber a fonte. Pois é certo, que foi da Ala Vermelha, perseguido, sequestrado e torturado no DOI-CODI de SP em 1971. Foi um dos prisioneiros, que mais tempo passou naquele centro de torturas pois ficou lá até o mês de novembro. Depois de meses seguidos de incomunicabilidade, torturas, interrogatórios a família foi autorizada a visitá-lo uma vez por semana. Todos os domingos íamos lá, eu minha mãe e minha irmã.

    Meu pai testemunhou torturas e crimes ,que aconteceram naquele local enquanto esteve lá. Quando saiu seguiu sempre denunciando a violência sofrida, nunca omitiu-se.

    Os repressores, o chefe de análise e interrogatórios capitão André Leite Pereira Filho, passou a utilizar o codinome “Dr. Edgar”. Acho que aí está a chave para entender porque, de modo irresponsável aparece o nome de Edgard de Almeida Martins, como “Capitão André” ou “Dr. Edgar”. Não é a mesma pessoa.

    Gostaria de esclarecer essa questão, pois a falsa informação propagada pelos serviços de inteligência dos órgãos repressivos está sendo reproduzida também em listas elaboradas sem comprovação, porém isto só contribui para tirar a credibilidade desta lista enfraquecendo a luta pelo julgamento, que esperamos tenham os torturadores, realmente violadores dos direitos humanos. Uma mentira inúmeras vezes repetidas não pode tornar-se uma verdade, como querem neste caso.

    Possuo todos os documentos dos locais onde meu pai, Edgard de Almeida Martins trabalhou depois de sua prisão. Gostaria de tratar com urgência, espírito de busca da verdade e sem temor essa questão com quem quer que seja. “Só a verdade é revolucionária” e para se chegar a ela necessitamos determinação e sinceridade.

    Disponho-me ao esclarecimento e debate público para que somente a verdade prevaleça e a história não seja malversada com querem alguns por interesses outros.

    Saudações! E, conte com minha colaboração.

    • Thaelman, eu recebi a lista do Núcleo de Preservação da Memória Política, de São Paulo e essas informações constam no livro “Combate nas Trevas, de jacob Gorender, páginas 200 e 231.Também no site http://www.desaparecidos.org/brazil/tort/pequena.html

      Sobre esse Edgard de Almeida Martins recebi de uns companheiros da antiga Ala Vermelha/MRT o seguinte:

      “1- Ele foi preso como dirigente da Ala Vermelha, em fevereiro de 1971, junto com o Elio Cabral Filho, hoje presidente de uma associação de anistiados de Goiás;

      2- Ambos foram muito torturados. Ele fez acordo com o Ustra (o próprio) e começou a entregar tudo o que lembrava. Elio Cabral continuou a ser barbaramente torturado e quase morreu;

      3- Edgard, militante do Partidão, depois do PCdoB e finalmente da Ala, conhecia muita gente. Por causa disso e de uma memória prodigiosa, entregou gente do Partidão, do PCdoB, da Ala
      e de militantes de Organizações que sairam da Ala, como o MRT (minha Organização) e do MRM;

      4- Quando eu fui capturado, em abril de 71, ele estava na cela em que fui colocado e fazia interrogatórios com os presos que chegavam, entre os quais eu e vários militantes do MRT. Era retirado da cela todos os dias e batia longos papos com os torturadores e os demais presos viam esse bate papo amistoso;

      5- Depois de uns meses de prisão (mais ou menos 6 ou 8 meses) deixou de ser preso e passou a ser analista de depoimentos, com o objetivo de orientar os interrogatórios e de entender os rumos que as Organizações estavam tomando a partir de documentos dessas Organizações. Passou a ser um analista em sentido mais amplo, portanto;

      6- São testemunhas de que ele traiu e passou a colaborar com a OBAN/DOI-CODI: Élio Cabral Filho, eu, Paulo Vanucchi, minhas irmãs, Antônio Neiva (mora no Rio) e muitos outros companheiros presos nessa época;”

      • Caro Palmar,

        Sobre a mensagem acima, para melhores esclarecimentos faltou dizer quem são esses “uns companheiros da antiga Ala Vermelha/MRT” e no final no item 6 onde diz: “São testemunhas…Não consigo adivinhar quem são “eu “, “minhas irmãs”” já que pretendo rebater a acusações ali enumeradas neste depoimento, mas antes gostaria saber a quem devo responder. Insisto na necessidade de correção dessa informação um tanto deturpada, a começar pelo nome do nosso camarada, que foi preso com Edgard de Almeida Martins. O nome correto é Élio Cabral de Souza e não “Filho” como está no item 1 e no resto do do texto quando o cita. O sobrenome “Cabral Filho” era de outro camarada e dirigente da Ala Vermelha, Diniz Cabral Gomes Filho.

        Muito obrigado por sua atenção e critério ao tratar desse assunto em sua página.

        Solidárias saudações!!!

  4. Caro Aluizio Palmar:

    Obrigado pelo contato de solidariedade.

    Parabéns pelo SITE “documentos revelados”.
    Tua iniciativa é pioneira, necessária e corajosa.
    Você é um herói da “resistência”.

    Durante a passagem da “Caravana da Anistia” ( em Foz do Iguaçu)
    conversamos sobre as arbitrariedades de meu caso na Universidade,
    no Rio Grande do Sul.
    (… um corredor da tortura, perseguições e mortes estudantis do Cone Sul).

    Meu caso é digno de um roteiro de filme de terror… ainda impune.
    Fui “presidente da “Federação Acadêmica de Pelotas” (Gestão 1970/72)
    E fizemos uma das maiores passeatas noturnas (1800 estudantes)
    que foi um massacre jamais revelado pela “imprensa”.
    Esse assunto exige confidencialidade, pois pode ser livro, peça teatral & filme.
    Você sabe o que fizeram com nossas FICHAS nos ARQUIVOS DO DOPS do RGS?

    Por outro lado, o “Comitê de Anistia”
    não responde as mensagens que enviamos.
    E isso dá uma angústia torturante também.

    Os valiosos documentos que tinha sobre a Ditadura
    (…como Acordo MEC-USAID; Guerrilha do Araguaia; Operação Condor; URSS )
    obtidos com amigos da resistência democrática,
    (por segurança ) tiveram que ser incinerados.

    Vamos nos programar para um encontro pessoal, é possível?

    Obrigado
    Abraço
    Gilnei Fróes

  5. Oi, Aluizio Palmar. Sou Marlene Soccas, presa, torturada em maio de 1970, dois anos e dois meses no Tiradentes, São Paulo.
    Hoje é que recebi o teu e-mail ( não sei quem o enviou), gostei imensamente.

    Está de parabens o teu trabalho. Não vi tudo ainda, pois tive pressa em te cumprimentar pelo feito.
    Ainda mais agora, que vamos criar uma Comissão da Verdade no Estado de Santa Catarina, seguindo o exemplo de São Paulo, e também vamos criar outras no Município, na Camara, Sindicatos, Universidades.

    É natural de Criciuma o companheiro assassinado em torturas cujo cadáver ainda está ocultado, João Batista Rita.
    Ele foi preso na Argentina ( ou Uruguai, não tenho mais a certeza) quando pretendia entrar no Brasil clandestinamente. Ele estava BANIDO, porque foi libertado, entre 70 presos, em troca de um embaixador, não lembro se o alemão ou suiço, e foi para o Chile.
    Pretendo procurar alguma coisa neste teu acervo, mas se já conheces o caso, e puderes me ajudar para eu encontrar os materiais, eu te agradeceria muito.

    Também existe outro catarinense que foi assassinado em torturas e teve seu cadáver ocultado. É Paulo Stuart Wright, natural de Joaçaba. Tenho muito material sobre ele já coletado, faz tempo, mas se tiveres novidades, eu gostaria de saber. Já pesquisei tudo o que tem sobre ele no site do Grupo Tortura Nunca Mais, e pesquisei pelo nome dele diretamente no Google, de onde salvei tudo. Também tenho os documentos sobre que estão na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, pois ele foi deputado estadual. Estou escrevendo um livro sobre ele.

    Eu fui uma das muitas pessoas que ajudaram a criar o Movimento pela Anistia, desde a ideia da companheira Terezinha Zerbini, presa já, quando cheguei ao Tiradentes, (a Maria Barreto Leite, que foi Bisavó na prisão, também já no Tiradentes abordava a possibilidade da Anistia) que criou o Movimento Feminino pela Anistia, precursor do Comitê Brasileiro pela Anistia.

    Então, caríssimo, todo este material que estás socializando será muito útil para introduzirmos nas palestras.
    Por isso é que estou tão grata a ti e estou achando teu trabalho genial. Muito bom, muito legal.
    Abraços, Marlene Soccas, Criciuma, Santa Catarina.

  6. Caro Aluizio,

    Recebi pelo Coletivo RJ o site que criou. Gostei muito.No que eu puder colaborar…Interessei-me pelos documentos de seu acervo pessoal.Vou consultar sempre que puder e precisar.Valeu pela iniciativa! Aliás, seu livro sobre o período me impressionou muito. Foi bem duro de ler. Li num fôlego só de madrugada e tive dificuldade de dormir depois…histórias trágicas. E você contou num corte diferente de tudo o que eu já havia lido, sem irreverência, sem rodeios, sem eufemismo de qualquer espécie.
    Gostei do documento sobre a perseguição aos árabes em Foz do Iguaçu,maior colônia sírio libanesa do Brasil. Ando pesquisando o assunto de forma irregular, mas encontrei muitos nomes de árabes/sírio libaneses perseguidos no Rio de Janeiro a partir de 1975/1976. A polícia começou a investigá-los a partir de episódios ocorridos na Europa da época, sobre o terrorismo internacional. Listas e listas de nomes…não tenho porém cópia,pois encontrei no APERJ, e muito por acaso,e misturado a assuntos que não tinham nenhuma relação com isso….
    Houve no movimento revolucionário de São Paulo também, muitas famílias de ascendência árabe também. MR-8 apoiava a OLP e alguns de seus militantes receberam o apoio de alguns grupos no exterior, durante o exílio. Conheço alguns que tiveram relações na Líbia,mantendo relações privilegiadas inclusive com Kadafi.
    Vou divulgar a página para todos os meus contatos.Muito obrigada,

    Maria Cláudia Badan Ribeiro

  7. Olá, sou nascida do ano de 1986, e não conhecia este sofrimento tão grande que o povo passou. Minha avó mora comigo, é do ano de 1929, e não gosta de falar muito desa época devido ao grande sofrimento.
    Agora com este site posso conhecer melhor o passado do nosso querido Brasil.
    Obrigada pela iniciativa e por formular o site.
    Abraços, Caroline.

  8. Prezado Aluízio..
    Eu fui amigo e parceiro do Roberto Macarini e sofri muito porque no dia de sua morte, logo de manhã, vieram me avisar em casa, mas eu não pude comparecer ao enterro porque tudo estava vigiado. Falta, sem nenhuma dúvida, referência ao Manoel Henrique Ferreira, outro lutador, nosso companheiro que hoje está muito doente e trabalha a UERJ .

  9. Caro Aluizio ,parabens pelo trabalho e muito obrigado pela tua coragem de nos trazer esse material para conhecimento de um periodo tão triste que época das trevas e barbárie da ditadura militar e as pessoas que apoiaram e até hoje nos choca a indiferença das pessoas diante do sofrimento daqueles que ousaram combater as forças do mal .Gostaria de adquirir teu livro como posso faze-lo ? Obrigado . Matheus Paulsen .

  10. Companheiro Aluízo Palmar,

    Parabéns pelo site. Há muito pensei em colocar algo assim na internet e não passou da boa intenção. A falta de tempo também pode ter atrapalhado. Mas estou feliz pelo povo brasileiro, que tem esse espaço para colocar documentos e testemunhar sobre fatos da época da ditadura militar. Aqui na Paraíba fui chefe de gabinete do deputado estadual Zenóbio Toscano, responsável pela elaboração dos processos dos familiares dos dos paraibanos mortos e desaparecidos políticos e, depois, pela feitura dos processos de indenização pelos danos causados a estudantes, trabalhadores, sindicalistas, políticos, servidores públicos, etc, durante o regime militar. Até 25 de março estarei ocupado estudando para a OAB, depois começarei a lhe enviar cópias dos documentos que consegui junto ao arquivo do DOPS da Paraíba e dos anistiados políticos paraibanos. Em tempo, o gabinete do deputado Zenóbio Toscano enviou mais de 250 processos para a comissão de anistia e já conseguiu aprovar mais de 200. Mais uma vez, meus parabéns e estou nessa sua trincheira para desvendar as mentiras da ditadura e mostrar a verdade, visando a construção da história da luta do povo brasileiro.

  11. http://youtu.be/iZxUB-0ewGE

    Caro Palmar ,

    Acrescento ao mural de recados do documentos revelados o link para o vídeo “Retrato 3×4 de Um Tempo” um longa metragem dirigido por Ângelo Lima que conta um pedaço da história da ditadura militar no brasil através dos depoimentos dos próprios anistiados políticos.

    O cara capturado e torturado, citado no depoimento de Élio Cabral de Souza é Edgard de Almeida Martins, também dirigente da Ala Vermelha na época. Depoimento importante para esclarecimento dessa história um tanto mal contada até hoje.

    Saudações camaradas!

  12. caro palmar,não tem como ler os relatos de barbárie da ditadura e não se indignar principalmente com aqueles que ainda hoje insistem em dizer que isso tudo é passado.

  13. Sou filha de um Doi-Codi-Cristóvão de Andrade Nepomuceno, trabalhou no Rio de Janeiro, Angola, Estados Unidos durante o período da 2a. Guerra Mundial, foi um dos 1os. policiais de um grupo que atualmente é chamada Polícia Federal. Tenho seu fichario, incompleto. Gostaria de saber mais de suas atividades, durante a ditadura. Não tenho medo em identificar-me, durante este perído de repressão, aos chamados torturadores.
    Quero dizer, por tudo que vi meu pai sofrer, que ele recebeu ordens e ordens estão aí para serem cumpridas, principalmente quando se tratam de leis, assinadas, promulgadas, por um Estado então soberano.

    • Zora, estamos fazendo um levantamento completo, pois precisamos saber o que aconteceu. Como foi que morreram os resistentes e onde ocultaram os corpos.
      Muita gente sofreu, principalmente os parentes e amigos de todos que foram presos e torturados. Os parentes e amigos dos desaparecidos continuam sofrendo e a gente gostaria muito que tudo fosse esclarecido.
      Quanto ao comprimento de leis, não é bem assim. Mesmo na ditadura, mesmo num Estado cujo poder foi usurpado por bandidos militares e civis, não havia leis que permitiam a tortura e o ocultamento de cadáveres.
      Gostaria muito de saber mais coisas de você, coisas que possam ajudar os familiares dos desaparecidos a dar um sepultamento a seus entes queridos.
      Aluízio

      • Sei que durante os piores anos da ditadura de 1945 a 1955, não tenho nenhum dado de meu pai. Procurei junto a maçonaria, Estado-Governo e não recebi nenhuma resposta. Por isso te procurei, não é possível que alguem fique incognito, sem nenhum trabalho oficial, sem amigos, sem nada por DEZ ANOS. Deste período apenas sei que ele permaneceu algum tempo em São Paulo, casou com Laura Cesar, que já possuia uma filha, a qual meu pai “adotou” com o nome de Laura Cesar Nepomuceno. Com a morte de Laura Cesar (a mãe), meu pai, em 1955, meu pai reaparece em Curitiba, então como Diretor da penitenciária do Ahu, em 1960,, deixando sua filha adotiva com parentes. NUNCA VI ESTA FILHA a não ser por fotos.Quero saber mais de meu pai, onde esteve, o que fez. Saiba hoje sou policial, por influencia dele. E muito do que sei, devo a ele. Fico grata se me auxiliar a encontrar o passado de meu pai que hoje também faz parte do meu passado e presente.

  14. O PODER CORRUPTO ESTÁ ACIMA DOS PODERES CONSTITUIDOS DO BRASIL.

    Perseguido por combater e denunciar corrupção, licitações fraudulentas, gastos excessivos, nepotismo, falsidade ideológica em documentos públicos, transporte de material radioativo contrariando leis e normas de segurança, entre tantas outras irregularidades ocorridas no âmbito da administração das Indústrias Nucleares do Brasil-INB(ex-Nuclebrás), ter participado de greves em plena ditadura militar… e dos movimentos pela redemocratização do país, fui interrogado no famigerado SNI-Serviço Nacional de Informações e demitido. Nessa época a INB tinha como diretor-superintendente o General José Pinto Rabello e no quadro dirigente e funcional inúmeros militares que também atuavam nos órgãos de informações e repressão.

    Reintegrado a INB em 14.11.1994, decisões da Justiça do Trabalho, processo nº. 0171300-86.1989.5.01.0026, e do Supremo Tribunal Federal, processo nº. 410187-4, baseadas no artigo 8º das Disposições Transitórias e artigo 37º da Constituição Federal, enfrentei, em pleno governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso, constrangimentos e discriminação que infringiam os direitos humanos, por ordem do então presidente da empresa Roberto Nogueira da Franca em conluio com o atual diretor de finanças e administração Athayde Pereira Martins e dirigentes remanescentes da ditadura contrários ao meu retorno a empresa.

    Cabe ressaltar que sou signatário do processo nº. 0013879-47.1996.4.02.5101 (antigo nº 96.0013879), contestando a “transação” de urânio brasileiro no valor de 62 milhões de dólares, entre a INB e a empresa falida NUEXCO, na modalidade aluguel, formalizada sem nenhuma garantia, seguro ou fiança bancária, conduzida e efetivada por Roberto Nogueira da Franca. O urânio não foi pago, nem devolvido. A ação tramita há mais de 16 anos na 15ª VFRJ, acumulando prejuízos e onerando os cofres públicos com a contratação de advogados no Brasil e Exterior, viagens internacionais de dirigentes e servidores, passagens aéreas, diárias em eurodólares e outros gastos. Coincidentemente, a minha demissão deu-se imediatamente após o presidente Roberto Nogueira da Franca tomar conhecimento desse processo em que é réu.

    Esses fatos foram relatados ao presidente Fernando Henrique Cardoso, porém não apurados pelo ministro Eduardo Jorge Caldas Pereira sob alegação de ser o servidor “criador de caso”, dito em audiência concedida aos sindicalistas e, ainda, servidores da empresa Neildo de Souza Jorge e João Manoel Gonçalves Barbosa, quando na realidade essa opinião descabida era proteger o amigo e contemporâneo do Colégio Santo Inácio, Roberto Nogueira da Franca, responsável pelas práticas fascistas, antiéticas, desonestas, desleais e arbitrários, que atingiam-me, como também foi o responsável pelos prejuízos na “negociação” do urânio. Todos esses acontecimentos são comprovados com farta documentação.

    No processo nº. 01662-1998.071.01.00.0, 71ª VT/TRT-RJ, a Justiça do Trabalho condenou INB a indenizar-me por danos morais(discriminação e constrangimentos no governo FHC) em R$ 80.000,00, importância que distribuí integralmente a pessoas carentes em alimentos, roupas, brinquedos e espécie.

    Em 14 de outubro de 2008, o Diário Oficial da União publicou a portaria nº. 1942, assinada pelo Ministro da Justiça Tarso Genro, ratificando a declaração de anistia política proferida pela Comissão de Anistia no processo nº. 2002.01.11530.

    Apesar das decisões favoráveis, tanto do Poder Judiciário quanto da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, jamais consegui exercer minhas atividades profissionais na INB, empresa subordinada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, num total desrespeito às decisões judiciais e menosprezo à dignidade do cidadão.

    Este relato tem o objetivo de alertar os cidadãos de bem para as dificuldades existentes no Brasil, quando se combate a corrupção e o desperdício na administração pública, contrariando interesses de autoridades e servidores públicos desonestos.

    ROBERTO MACHADO
    Tenho 69 anos, nasci numa comunidade do bairro do Estácio de Sá, Município do Rio de Janeiro, cresci entre mocinhos e rebeldes, participei da Juventude Operária Católica-JOC, resistência do Calabouço em 1968(onde cursava o Instituto Cooperativo de Ensino) que culminou com o assassinato de Edson Luis, movimentos contra a ditadura, redemocratização, anistia, diretas já e greves. Único anistiado político com base no principio de moralidade. Atualmente sou blogueiro e ativista dos movimentos pela ética na política e combate a corrupção – Internet e redes sociais.

  15. Olá, Aluízio

    Vi a lista das mulheres presas em ibiúna em Memórias Reveladas e não consta meu nome.Assim, não sei se pode ser útil esta informação para que a lista fique completa. No Museu da Resistência /SP meu nome consta como Vilmar Amaro, alías, vou pedir para retificarem. Mas, parabéns pelo trabalho.

  16. Caro Aluizio Palmar,

    Meu nome é Lúcio de Castro, repórter da ESPN Brasil (canal de esportes da tv por assinatura). No momento, estou envolvido em uma série de reportagens sobre a utilização do futebol como instrumento de propaganda da ditadura militar, mostrando que para isso o regime muitas vezes se infiltrou militares no esporte e sempre monitorou o futebol. Nessa busca, já encontrei alguns militares envolvidos em tortura ligados ao futebol.

    Cheguei ao seu belissimo e exemplar trabalho por indicação de conhecidos. Gostaria de saber se em seu incansável (e por que não, heróico) trabalho, tem conhecimento de documentos que mostrem essa aliança entre futebol e militares, as preocupações destes em relação a atletas e tudo o que envolvia o futebol, seleção brasileira, etc.

    Se por acaso conhecer e tiver copiado mais documentos que mostrem essas ligações entre ditadura x futebol, a gradeceria imensamente se puder estar a par. De qualquer forma, desde já, como cidadão brasileiro, agradeço pelo inestimável trabalho que tem feito, mais um passo para que possamos olhar o futuro com mais esperança. Obrigado,

    Lúcio de Castro

    ESPN Brasil

    Rio de Janeiro

  17. Aluízio, querido!
    Mais uma vez, parabéns pelo seu trabalho!
    Sua iniciativa só nos dá satisfação…
    Estou tentando falar contigo desde ontem e não consigo.
    Teus telefones ainda são os mesmos?

  18. Preclaro Aluizio: Bom dia e receba meus agradecimentos pelo contato via e-mail. Sinceramente eu não o conhecia. Todavia, agora que sei parte de sua história, sua luta e seus vastos conhecimentos sobre os eventos ocorridos durante e após a denominada ditadura militar, penso que é chegado o momento de trocarmos algumas informações. Meu nome é Luiz Nicola Vieira, 69 anos, nascido em São Luiz Gonzaga-RS, resido em Santo Ângelo-RS. Atualmente sobrevivo como aposentado do INSS. Sou ex-sargento do EB. incorporei-me ao Exército por vocação, cursei a Escola de Sargentos das Armas em 1961, realizei o curso de aperfeiçoamento de sargentos em 1965 na mesma Escola. Meus pais eram opositores radicais do regime militar e meu pai(descobri esse fato em 2002)era integrante dos denominados grupos dos 11. Em 1966, quando integrava os quadros do 19º Batalhão de Infantaria Motorizado sediado em São Leopoldo-RS começaram meus problemas com o EB: acusação de ser esqu erdista ou simpatizante de idéias comunistas. Transferido para São Paulo-SP, meus problemas aumentaram e, após um confronto com membros da denominada ‘linha dura” do Exército, fiquei confinado em Bebedouro e São Carlos durante 18 meses.

    Em principios de 1973 regressei a Santo Angelo e a situação passou a ser insuportável. Em 09 Jan 1974, em uma operação organizada e executada com sucesso por integrantes do CIEx-SP, fui coagido a solicitar “voluntariamente” licenciamento do Exército. Como eu era um militar exemplar, denominado militar de Escol(modelo, paradigma) foi -me oferecido a oportunidade de sair vivo e ileso, porque se outro fosse eu seria conduzido de volta para São Paulo pelos agentes do CIEx que vieram me buscar e…jamais chegaria ao destino.
    A perseguição movida contra a minha pessoa foi mais cruel ao regressar a vida civil. Não passei fome porque meus pais possuiam uma propriedade rural no interior do municipio e para lá f ui me refugiar.
    Atualmente, luto na Comissão de Anistia do MJ e na Justiça Federal para obter a declaração de anistiado politico que julgo ser meu direito. Porém,
    não consigo uma prova direta, documental de que sofri perseguição ideológica e por tal motivo fui licenciado. Ocorre que meus documentos militares originais(folhas de alterações originais), onde consta a verdade dos fatos ocorridos no evento “licenciamento a pedido” ,foram destruidas e ou escondidas em algum arquivo do Exército onde não se tem acesso. Há uma sentença judicial determinando que a União exiba(forneça) tais documentos e a AGU recorre sempre aos tribunais superiores e…enrrola.
    Assim, pergunto ao amigo Aluizio: o senhor pode me auxiliar nesta luta desigual que travo contra o EB ou, então, conhece alguém, ou algum meio que me proporcione o acesso a esse documento primordial para provar de forma irrefutável a minha condição de perseguido politico?
    Se for de seu interesse muito apreciaria continuar esta troca de informações via e-mail. Grande abraço.Luiz Nicola

  19. Confesso que rever a foto de minha irmã Jacema Elvira de Oliveira Falcon ,5 ano de medicina,presa em Ibiúna ,ela era membro do diretório de Faculdade de Medicina da UFBA,trouxe-me tristes lembranças. Quase não a deixam se formar e depois de formada, concursada para o INSS (antes outro nome) a demitiram por esta sua prisão,pois foi considerada subversiva. Jacema morreu com 54 anos em Salvador em 2001,ano de criação da Comissão de Anistia. Em 1970 foi a minha prisão e de Pery, meu irmão, a de Gustavo( também irmão), que era secundarista e perdeu uma vista. Quando no ano de 1971 ,ainda presa ,faleceu meu irmão poeta José de Oliveira Falcon no Chile. Teve de se exilar por conta de um livro de versos sobre Canudos.Tiago de Melo era seu amigo e ele foi enterrado com a manta do Tiago. E minha mãe, dona Bárbara, enfrentando tudo isso sem meu pai, que faleceu em1968,e somente eu soube um mês depois. Imaginem quanto sofrimento em uma só família na época dos anos de chumbo. Isto são apenas pinceladas. Juntando com as histórias dos meus amigos da época,eu que sou chorona, poderia fazer um oceano de gotas de dor. Mas entendo tudo isto de forma espiritualizada hoje e a causa e efeito, companheiros, existe. Nada fica impune,não se enganem.Uma força grandiosa comanda tudo isso,independe de nós. Nunca deixei de pensar que um dia isso seria passado a limpo e o Brasil iria saber como seus filhos que queriam um país mais justo, mais igualitário foram tratados. Respeito as opiniões, podiam até nos prender,mas quando se usa a tortura,infelizes serão os que a usaram. Não terão mais sossêgo diante das sombras que lhes perturbam as noites de sono. Os mortos e desaparecidos pedem clemência,o direito de verem seus corpos enterrados ou desvendados os mistérios sobre suas histórias. A Comissão da Verdade tem o direito de agir neste sentido. Não há mais como negar nada. A tortura existiu,os assassinatos também, as provas estão em cada depoimento que recebe a Comissão de Anistia. Seria melhor que os que a praticaram e estão vivos confessem para que salvem suas almas dos pesadêlos. Expurgar o passado pode ser uma oportunidade para salvar o espírito,se é que estes crimes são perdoados por Deus.

    Yara Falcon

  20. Aluízio, querido!
    Sugiro que você coloque na seção vídeos alguns dos vídeos que foram gravados por ocasião dos lançamentos do nosso livro. Todos estão no YouTube. Há vários.
    Valeu. Nossa luta acontece a todo instante em todos os lugares.
    Eli.
    Aí vai o atalho para o vídeo gravado no Recife:
    A geração que queria mudar o mundo – Recife 30/9/2011 – Eliete Ferrer – Comissão da Verdade

  21. Olá Aluízio, estou precisando saber informações da casa ou camara de tortura de Petrópolis. Sabes onde posso encontrar tal informação?

    Obrigado,

    alexandre

  22. Prezado Aluízio,
    Desde o início venho acompanhando o desenvolvimento do site, com muito interesse em todas as informações e fontes divulgadas. Conforme o outro recado que postei, estou desenvolvendo uma pesquisa de doutorado sobre a educação na região Oeste do Paraná durante o regime militar, sobretudo durante a construção da Usina de Itaipu. Meu interesse principal é analisar como foram constituídas as vilas habitacionais de Itaipu, tendo como foco os diferentes projetos educacionais que a Itaipu viabilizou nas diferentes vilas, além da escola de alfabetização funcional que existiu no canteiro de obras. Diferentes de fato, pois cada vila e cada tipo de educação era diferenciada, de acordo com a classe social a que se destinava.
    Além das interessantíssimas fontes sobre a aliança da Itaipu Binacional com o regime já divulgadas neste site, gostaria de lhe perguntar se em seus arquivos haveria alguma fonte sobre a Escola do Canteiro, sobre o Anglo-Americano e sobre o SENAI da Vila A. Mais do que isso, algo que me ajudasse a entender como as vilas e o canteiro de obras estavam estruturados, como eram controlados, vigiados, para serem espaços ordeiros e livres de qualquer ação subversiva.
    Ficaria muito grata caso disponibilizasse alguma informação a respeito.
    No mais, volto a parabenizá-lo pelo site, que está muitíssimo interessante! Uma iniciativa como essa merece ampla divulgação!
    Abraço,
    Denise

  23. Sei que durante os piores anos da ditadura de 1945 a 1955, não tenho nenhum dado de meu pai. Procurei junto a maçonaria, Estado-Governo e não recebi nenhuma resposta. Por isso te procurei, não é possível que alguem fique incognito, sem nenhum trabalho oficial, sem amigos, sem nada por DEZ ANOS. Deste período apenas sei que ele permaneceu algum tempo em São Paulo, casou com Laura Cesar, que já possuia uma filha, a qual meu pai “adotou” com o nome de Laura Cesar Nepomuceno. Com a morte de Laura Cesar (a mãe), meu pai, em 1955, meu pai reaparece em Curitiba, então como Diretor da penitenciária do Ahu, em 1960,, deixando sua filha adotiva com parentes. NUNCA VI ESTA FILHA a não ser por fotos.Quero saber mais de meu pai, onde esteve, o que fez. Saiba hoje sou policial, por influencia dele. E muito do que sei, devo a ele. Fico grata se me auxiliar a encontrar o passado de meu pai que hoje também faz parte do meu passado e presente.

  24. Recebi este post e acho interessante, para seu blog, pois é assim que sinto e como meu PAI e me ensinou: que
    “DESERTORES, ASSALTANTES DE BANCOS E ASSASSINOS, QUE, NO PASSADO, PARTICIPARAM DA GUERRILHA, GARANTEM A SEUS DESCENDENTES POLPUDAS INDENIZAÇÕES, PAGAS PELOS CONTRIBUINTES BRASILEIROS. (inclusive eu) ESTÁ, HOJE, EM
    TORNO DE 4 BILHÕES DE REAIS O QUE É RETIRADO DOS PAGADORES DE TRIBUTOS PARA ‘RESSARCIR’ AQUELES QUE RESOLVERAM PEGAR EM ARMAS CONTRA O GOVERNO MILITAR (instituído) OU SE DISSERAM PERSEGUIDOS.E SÃO TANTAS AS DISCRIMINAÇÕES, QUE É DE PERGUNTAR: DE QUE VALE O INCISO IV DO ART. 3º DA LEI SUPREMA?
    COMO MODESTO ADVOGADO, CIDADÃO COMUM E BRANCO, SINTO-ME DISCRIMINADO E CADA VEZ COM MENOS ESPAÇO, NESTA TERRA DE CASTAS E PRIVILÉGIOS. ( *IVES GANDRA DA SILVA MARTINS É RENOMADO PROFESSOR EMÉRITO DAS UNIVERSIDADES MACKENZIE E UNIFMU E DA ESCOLA DE COMANDO E ESTADO DO EXÉRCITO E PRESIDENTE DO CONSELHO DE ESTUDOS JURÍDICOS DA FEDERAÇÃO
    DO COMÉRCIO DO ESTADO DE SÃO PAULO ). PARA OS QUE DESCONHECEM ESTE É O : INCISO IV DO ART. 3° DA CF A QUE SE REFERE O DR. IVES GRANDA, EM SUA ÍNTEGRA:
    _”PROMOVER O BEM DE TODOS, SEM PRECONCEITO DE ORIGEM, RAÇA, SEXO, COR, IDADE E QUAISQUER OUTRAS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO.”
    Assim, volta a ser atual, ou melhor nunca deixou de ser atual, a
    constatação do grande Rui Barbosa:
    _”DE TANTO VER TRIUNFAR AS NULIDADES, DE TANTO VER PROSPERAR A DESONRA, DE TANTO VER CRESCER A INJUSTIÇA, DE TANTO VER AGIGANTAREM-SE OS PODERES NAS MÃOS DOS MAUS, O HOMEM CHEGA A DESANIMAR DA VIRTUDE, A RIR-SE DA HONRA, A TER VERGONHA DE SER HONESTO”. (SENADO FEDERAL, RJ.
    OBRAS COMPLETAS, RUI BARBOSA. V. 41, T. 3, 1914, P. 86)_
    LINDO….

    • Olá Zorá,
      a pessoa que escreveu este texto está carregada de rancor e preconceito. Veja só o que ele escreveu “COMO MODESTO ADVOGADO, CIDADÃO COMUM E BRANCO” e ainda por cima citou o jurista da ditadura. É de conhecimento público que Ives Gandra foi um fascista tupiniquim e que deu embasamento legal aos atos discricionários.
      Outras. aqueles que ousaram resistir à tirania o fizeram em defesa da legalidade, da Constituição de 1946 e lutaram contra os usurpadores que tomaram o poder à força, num ato ilegal e criminoso.

      • ACHO QUE A SUA COMPREENSÃO DA FRASE, MAIS UMA VEZ TIRADA DE UM CONTEXTO POIS LOGO MAIS ABAIXO ELE COMPLEMENTA, MAIS AÍ PARECE NÃO INTERESSAR, “CIDADÃO COMUM E BRANCO, SINTO-ME DISCRIMINADO E CADA VEZ COM MENOS ESPAÇO, NESTA TERRA DE CASTAS E PRIVILÉGIOS”, E AI ESTA A VERDADE DA FRASE, POIS O BRANCO EM UMA TERRA AONDE DIZEM OS NEGROS FORAM OS PRIMEIROS A TRABALHAR NA TERRA (DESCULPEM MAS E OS ITALIANOS), AONDE EXISTE APENAS DEVERES PARA QUEM SEMPRE ESTUDOU E TRABALHOU E APENAS DIREITOS PELA COR DA PELE OU STATUS, SOU OBRIGADO A CONCORDAR COM ELE.

  25. Olá Aluízio,

    Há um bom tempo tenho lido sobre “Funcionamento das Eleições na Ditadura Militar no Brasil”. Porém, apesar de já ter lido tantos textos, de tantos autores, permaneço confuso.

    Afinal, como funcionava este sistema? Como se efetuava a escolha do presidente e a escolha de outros cargos?

    Grato

  26. Saudações, prezado Aluízio Palmar.

    Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pelo excelente site Documentos Revelados http://www.documentosrevelados.com.br/ , de extrema coragem e valia nacional.

    Gostaria de saber se, porventura, entre tanta documentação que possui nos arquivos, não teria passado por suas mãos – e quem sabe, por sorte, ainda esteja por aí consigo – algum (ns) relativo ou relacionado aos Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs), ou no inglês Unidentified Flying Objects (UFOs), que como bem sabemos foram também de grande interesse da Ditadura e seus agentes:

    http://www.ufo.com.br/noticias/agentes-do-dops-tambem-presenciaram-ufos/

    http://www.ufo.com.br/noticias/revista-galileu-reporta-os-arquivos-x-brasileiros/

    http://www.ufo.com.br/noticias/exclusivo-entrevista-inedita-com-o-jornalista-carlos-mendes-que-investigou-ufos-na-amazonia/

    http://www.ufo.com.br/artigos/a-operacao-prato-no-arquivo-do-sni/

    http://www.ufo.com.br/noticias/as-forcas-armadas-na-pista-nos-discos-voadores/

    http://www.ufo.com.br/artigos/ditadura-militar-investigou-ufologos/

    Inclusive, em 1969 o Brasil criou o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani), organismo de atuou até 1972 com dezenas de investigadores civis e militares que produziu milhares de páginas de documentação registrando ocorrências ufológicas, inclusive pousos de discos voadores observados com testemunhas. Essa documentação está desclassificada, liberada para a população graças a uma manifestação que a Revista UFO fez a partir 2004 para pedir que o governo agisse de maneira transparente em relação ao tema, e continua na luta por mais documentação através da nova Lei de Acesso à Informação (12.527/2011) e Decreto No. 7.724, de 16 de maio de 2012.

    Até o momento, temos aproximadamente 5.000 páginas liberadas desde 2008, que abrangem o período da década de 50 em diante, todas disponíveis no Arquivo Nacional (fisicamente para consulta) e online no site da Revista UFO, em http://www.ufo.com.br/documentos . Praticamente na sua totalidade, são calhamaços fornecidos tão somente pela Aeronáutica, ficando Exército e Marinha em “dívida” para com a sociedade, Lei e pesquisadores, o que a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) vem tentando cobrar desde então.

    Enfim, agradeço-lhe qualquer tipo de informação/documento que possa encontrar ou quiçá já possua em seus arquivos.

    Cordialmente, subscrevo-me e fico á disposição;

    Paulo R. Poian.

    Coordenação Portal da Ufologia Brasileira http://www.ufo.com.br

    Consultor da Revista UFO Brasil http://www.ufo.com.br

    Blog: http://www.ufo.com.br/blog/paulopoian

    Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001759462999
    E-mail 1: poian@ufo.com.br
    E-mail 2: paulopoian@gmail.com
    Nossas comunidades:

  27. Boa Tarde,

    Seguem abaixo as perguntas:

    1. Apesar do estado brasileiro nunca ter assumido oficialmente ter participado da Operação Condor, há provas contundentes que ela ocorreu. Na sua opinião, por que o governo brasileiro ainda não admitiu ter participado da Operação?

    2. O senhor acha que a Condor deveria ser discutida e pesquisada na Comissão da Verdade?

    3. Os documentos expostos no site Documentos Revelados são bastante esclarescedores, como o senhor teve acesso a eles?

    4. Qual a ligação entre as ações da Assessoria Especial de Informações e Segurança (Aesi) e a Operação Condor?

    Agradeço desde já a atenção,

    Maria Helena Marinho

  28. Boa Tarde,

    O site documentosrevelados.com.br é muito bom! Está me ajudando muito na pesquisa de dados da Operação Condor. Tenho encontrado muitas dificuldades com esse tema, pois não havia encontrado ainda uma fonte segura de informação e o site que o senhor edita foi uma grande descoberta. Gostaria de enviar algumas perguntas ao senhor sobre a Aesi e sua relação com a Condor, isso seria possível?

    Agradeço desde já,

    Maria Helena Marinho

  29. Caro Aluizio,
    Tenho interesse em pesquisar no seu arquivo de documentos da ditadura.
    Como faco?
    Nielsen de Paula Pires
    Professor da Universidade de Brasilia
    Instituto de Ciencia Politica

  30. Caro Aluizio,

    Tenho acompanhado suas mensagens e ja visitei o site que chegou em excelente momento. Sou professora da Unirio, tenho interesse no tema e, especialmente, nos documentos que começo agora a estudar, mais de perto, em novo projeto. Há anos acompanho/oriento também trabalhos de alunos interessados no tema da Ditadura, da Memória e da Historia.

    Apos ter estudado Imagens da clausura na Ditadura de 1964, passo agora a analisar a problematica dos “documentos sensíveis”, caracterizando o que trazem de mentiras e verdades e os efeitos de tudo isso não apenas nas vidas dos implicados, mas na escrita da historia e na reconstrução da memória. Precisarei de dossies e de entrevistas com ex-prisioneiros politicos do RJ e de SP, pois vou focar esses arquivos estaduais. A proposta é entrevistar arquivistas que tenham participado desses trabalhos, ex-prisioneiros cujos processos tenham ido ao STM (Brasil Nunca Mais) e advogados que defenderam esses presos.

    Se tiver interesse em conhecer a coletanea que organizei em 2011, contendo texto de ex-alunos, mande-me seu endereço mais adequado e lhe enviarei. O prefacio foi escrito por Maurice Politi e, no lançamento no Arquivo Nacional, estava presente à mesa o Paulo Abrão. Estou fornecendo esses dados para que voce saiba um pouco sobre quem lhe escreve.

    Gostaria de contar com seu apoio nessa pesquisa, com indicações de pessoas, dossies e etc. Desde já agradecida pela atenção que der a essa msg, desejo muito sucesso em seu trabalho extremamente relevante para as gerações que não conhecem nosso passado recente. Farei uso dessas informações ainda junto aos meus alunos de Historia da Unirio.

    Um abraço,
    icléia

  31. Muito boa iniciativa, Aluizio! Parabéns! Vou compartilhar com o Coletivo RJ, certamente!

    abraços
    Vera

    ColetivoRJ Memória Verdade e Justica
    Fórum de Reparação e Memória RJ
    Equipe Clínico Política

  32. Bom dia,

    Me chamo Carlos Henrique Pessoa Cunha, sou bacharel e licenciado em História pela UFRN e mestrando pela mesma universidade. Atualmente sou professor do IFRN (nº matrícula 1745973).

    Estou escrevendo um livro paradidático, voltado para um público mais adolecente, principalmente do Ensino Médio, sobre a repressão no Brasil nos “anos de chumbo”. Este livro adota uma postura mais de denúncia dos crimes e das articulações políticas que possibilitarama consolidação da ditadura militar no Brasil.

    Porém, estou com um grande problema, que é justamente o acesso à imagens desse período. Percebi que o seu site http://www.documentosrevelados.com.br traz uma série de imagens que me seria de muita valia, e fiquei otimista quanto à liberação para usá-las, já que a própria proposta desse site é fazer denúncias do terror que o Brasil viveu. Gostaria de saber a sua opinião sobre o uso dessa imagens contidas em seu site, se é de domínio público, se precisa de autorização, como funciona?

    Por favor, agradeceria muito de você autorizasse o uso de algumas dessas imagens (dado evidentemente o devido crédito e referências a esse site) em meu livro.

    Aguardo ansioso a sua resposta.
    Desde já agradeço qualquer ajuda.

    CARLOS HENRIQUE PESSOA CUNHA
    Profº de História
    IFRN/ZN – 1745973

  33. Caro Aluizio Palmar:

    Estive lendo o documentário e podemos salientar que é de suma importância à
    democracia do nosso país.

    Há muitos anos meu falecido pai Nilson Gorski, me contava que foi
    investigado pelo antigo SNI se não me falta a memória, será que o nobre
    Aluizio poderia me dizer alguma coisa a respeito do nome do meu falecido
    pai, foi politico na época da ditadura em Ortigueira, estado do Paraná.

    Antecipo meus agradecimentos.

    Atenciosamente,

    Irailson Gorski

  34. CASO TENHA TAMBÉM DOCUMENTOS COMPROMETEDORES DO PESSOAL QUE LUTOU CONTRA A “DITA DURA”, TIPO COOPERAÇÃO FINANCEIRA, TREINAMENTOS DE GUERRILHA EM OUTROS PAÍSES, OU QUALQUER OUTRO TIPO DE APOIO EXTERNO PARA SUAS INTENÇÕES AQUI NO BRASIL, NAQUELA ÉPOCA, ME MANDE TAMBÉM. SÃO MUITO ESCASSOS QUANDO PRODUZIDOS PELOS PRÓPRIOS ATORES.
    ATENCIOSAMENTE

  35. Boa noite Aluizio, tudo bem?

    Meu nome é Jorge, sou graduando em Ciências Sociais pela Unioeste – Toledo e tenho muita curiosidade acerca do período negro da História de nosso País que, a cada momento, tentam apagar com uma simples canetada nos momentos em que são oportunos a apenas uma parte da sociedade e Estado – o Lado da penumbra, da obscurecencia dos fatos que encontram prova a todo momento do que aconteceu e tentam calar todos que viveram esse infeliz episódio.

    Olha, o que tenho a perguntar a você é mais curiosidade de minha parte do que um fato que pode ser investigado (dependendo da resposta). Existe possibilidade de corpos do periodo da ditadura de informantes e até mesmo pessoas que iam abertamente contra o regime estarem enterrados no município de Céu Azul ou nestas localidades? Conversando com conhecidos nesta cidade (sou professor da rede pública municipal, mas frequentemente estou em Foz – cidade que nasci) falam que existe um “cemitério” clandestino em uma parte da cidade, porém nunca investigado da forma correta, tanto que nem a prefeitura se interessou em saber se existe ou não a existência ou a veracidade deste local. Numa situação hipotética, poderia ser algo desta conjuntura, visto que a cidade é praticamente em frente ao Parque Nacional do Iguaçu.

    Vou procurar mais informações (e de enxada no ombro!) para saber os pormenores destas informações.

    Grande abraço e parabéns pelo trabalho do “Documentos Revelados”.

    Jorge Henrique B. da Silva

  36. Caríssimo Aluizio,
    Vc está fazendo um trabalho de valor inestimável!
    Quero expressar minha gratidão.
    Vou divulgar nas minhas listas de Direitos Humanos. Vai ser um reforço tb para o trabalho da Comissão da Verdade.
    Abraço fraterno,
    Marcos

  37. Aqui na minha cidade, corre um boato de uma chacina final decada de 60 inicio decada de 70…
    Gostaria de obter mais informações…

    E também sobre ditadura militar envolvendo o nome de Otavio Lage, Goianésia – GO, ex governador do estado de goias!

  38. Prezado Sr. Aluizio Palmar,
    escrevo esta referente há algumas dúvidas que vi em seu blog sobre o primeiro MR8.
    Há algum tempo venho procurando em vários sites de desaparecidos politicos informações sobre parentes e amigos.
    No site documentosrevelados vi uma pessoa que eu buscava por respostas que pertenceu ao antigo MR8, mas
    na lista de desaparecidos esta pessoa não se encontra. Gostaria de saber se esta lista já esta completa ou ainda
    há mais revelações que possam ser divulgadas? Aqueles integrantes do MR8 que foram enviados a Ilha das Flores há muitos relatos
    de torturados, alguns citam que foram torturados mas, não citam as mortes de outros presos. Aqueles primeiros presos no MR8 foram soltos depois?
    Ou podem ainda aparecer em nova listas de mortos/desaparecidos?
    Se puder mim responder ficarei muitissimo grato.

    Wesley Oliveira

    • Caro Wesley,
      Sobre o 8 antigo – aquele que surgiu em Niterói em meados de 1968 – há algumas pessoas que não foram indiciadas no inquérito e que, portanto, a gente acha melhor preservar a identidade.
      Quanto aos demais membros do 8 que estão na lista publicada no site eu conheço todos e posso fornecer informação. Todos nós que estivemos na Ilha das Flores fomos soltos. Gostaria de continuar esse contato contigo, pois podemos, juntos, esclarecer certas sistuações.
      Um abraço
      Aluízio Palmar

  39. Caro Aluísio,

    Agradeço bastante estas informações que está me enviando. Recebi há alguns meses um email seu a respeito do site “Documentos Revelados”, em que constam vários documentos a respeito de atividades de repressão policial e militar a grupos paramilitares de esquerda na região oeste do paraná. Sou aluno especial do mestrado em História da UNIOESTE, Campus Marechal Cândido Rondon, e estou desenvolvendo um projeto a respeito de atividades de repressão desenvolvidas na fronteira Foz do Iguaçu – Ciudad del Este – Puerto Iguazu no contexto do Governo Médici. Minhas problematizações ainda não estão muito maduras, mas estes documentos revelados e o seu livro “Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?” estão me ajudando a pensar esta questão. Ontem ainda assisti no site Café História uma entrevista ao vivo com o prof. Carlos Fico, autor do livro “O Grande Irmão”, em que ele falava a respeito dos avanços no processo da abertura de arquivos da Ditadura Militar, falando um pouco também do que já estava disponível para o público no Arquivo Nacional e digitalizado na internet. Muito obrigado!

    Cordiais saudações,

    Thomaz J. Herler

  40. No documento sobre “nomes de delatores no meio artístico” consta Clara Nunes.
    É necessário ter alguma reserva com documentos assim. Esse foi escrito por gente subalterna, ao que tudo indica, e nesse plano sórdido da repressão, além do caráter sombio, as pessoas não se caracterizavam exatamente pelas luzes da inteligência ou tirocínio. Veja-se que o informante coloca no mesmo saco de publicações suspeitas O Pasquim e revistas de fofocas das editoras Abril e Bloch. Por aí já se pode ver que que não é um exemplo de lucidez. O documento é confuso, mistura pessoas que teriam apoiado o golpe (o que é muito genérico) com pessoas que estariam colaborando. Clara Nunes, pelo perfil, casamento, círculo de relações, simplesmente não faz sentido. Seria necessário imaginar uma personalidade com um lado oculto e sombrio, e oculto mesmo para seu próprio marido, Paulo César Pinheiro, que sempre teve uma postura democrática. Clara Nunes pode ter entrado aí por burrice do agente, por confusão de nome, por interpretação estúpida e subjetiva do araponga de alguma declaração ou postura dela. Simplesmente não faz sentido.

  41. Olá amigos! Boa tarde!

    Estou em busca de informações sobre meu pai. Ele era jornalista na folha de Guarulhos. Tinha fortes ligações com Glauber Rocha, Clara Nunes, Elis Regina, entre outros artistas. Quando ele saiu de casa (fugido) eu tinha apenas 6 anos de idade. Constituiu nova família na cidade de Guarulhos-SP. Ele já faleceu. Dados: EDMUNDO GONÇALVES DE ANDRADE, nascido em 1921. Faleceu em 1981. Se precisar de maiores informações, disponho da certidão de óbito (minha mãe é pensionista).
    Qualquer informação será bem vinda, pois ajudará a conhecer um pouco mais de meu pai. Tive pouco contato com ele. Segundo minha mãe, ele vivia com medo e dizia: “se alguém perguntar por mim diga que não me vê há muitos meses”.
    Forte abraço
    Obrigado
    SÉRVIO TULIO FREITAS DE ANDRADE

    • Complementando…
      Meu pai – Edmundo Gonçalves de Andrade – segundo minha mãe, era muito amigo do jornalista Sergio Cabral. Tentei um contato com ele mas não obtive êxito.
      Abraçaço!!!

      Sérvio Tulio

  42. Desculpem, mas nunca vi um site com tantos meios documentos tirados de sabe-se lá que contexto, todo trabalho de pesquisa precisa mostrar tudo, apenas parte do material om carimbos e assinaturas não provam o conteudo de seus titulos.

  43. Olá, sou estudante do 7º período de história pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Faço pesquisa sobre a militância feminina na ditadura.
    Gostaria de entrar em contato com mulheres que militaram e ter acesso a bibliografia sobre o tema.
    Qualquer ajuda será bem vinda.

    Aguardo resposta.

  44. Prezado Senhor,

    Meu pai, um grande homem, faleceu em dezembro de 2011, e por acaso coloquei seu nome no google, e por algum acaso, apareceu seu nome na lista de integrantes de um curso, colocado pelo Sr. para torturadores.
    Gostaria de saber, que provas o Senhor tem, para denegrir o nome de uma pessoa, sem sequer colocar em questão que algumas pessoas possam tê-lo feito sem que tenham se tornado torturadoras.
    Devido à gravidade do tema, gostaria que se posicionasse quanto a este nome, no curso das Américas. Walter Fonseca Pereira.
    no aguardo,

  45. É hora de entender que houve erros de todas as partes e que esses pretensos paladinos queriam implantar uma outra ditadura à la Cuba. Também cometeram barbáries como, em 5 de fevereiro de 1972, militantes da ALN, VAR-Palmares e PCBR assassinaram a tiros o marinheiro inglês David Cuthberg, que se encontrava no país juntamente com uma força-tarefa da Marinha Britânica para as comemorações dos 150 anos de independência do Brasil. Após o atentado foram arremessados dentro do táxi onde ele se encontrava panfletos que informavam que o ato teria sido decisão de um “tribunal”, como forma de solidariedade à luta do Exército Republicano Irlandês contra o domínio inglês.

  46. Gostaria de ler os livros do projeto Brasil nunca mais. Achei-os disponíveis em alguns sites mas sem a opção de download. Alguém sabe me informar se é possível baixar essa documentação e onde poderia conseguir isso ? Grato.

  47. Prezado Aluízio Ferreira Palmar,

    Eu gostaria de expressar meu agradecimento por seu trabalho grande e intenso. Encontrei o seu artigo e traduzido “Documentos revelam participação de Itaipu na Operação Condor” (http://www.torturanuncamais-rj.org.br/artigos.asp?Codartigo=32&ecg=0) em russo há muito tempo, mas não tenho oportunidade de notificá-lo sobre isso. Mas agora vou aproveitar esta oportunidade também para pedir sua ajuda.

    Eu encontrei e traduziu o reportagem da revista O Cruzeiro, de 9 de novembro de 1968 de Pedro Medeiros “CCC ou Comando do Terror” (http://cloacanews.blogspot.ru/2010/01/exclusivo-boris-casoy-e-o-comando-do.html). E quando eu comecei a finalizá-lo para publicação eu encontrei esta informação sobre o autor:

    Integrante do grupo Polop (Política Operária), Hilda Alencar Gil foi mulher do jornalista Pedro Ferreira de Medeiros. Pedro escreveu um artigo histórico na extinta revista O Cruzeiro, sobre o famigerado Comando de Caça aos Comunistas (CCC). No texto intitulado “Comando do Terror”, de 1968, o jornalista dava nomes e conta histórias de integrantes do CCC, o que deflagrou uma perseguição ao casal que não teve parada, mesmo com Pedro e Hilda no exílio.

    http://oglobo.globo.com/pais/mulheres-perseguidas-na-ditadura-conseguem-anistia-indenizacao-4277919

    Talvez você saiba, por exemplo, Pedro Medeiros era um membro da mesma organização, ou não?

    Obrigado antecipadamente,
    Eugenio Liskin

  48. Olá Aluizio,

    Sou neto de Devanir José de Carvalho, o “Henrique” do MRT, e sobrinho de Joel e Daniel Carvalho. Estou fazendo mestrado na Universidade Federal de Santa Maria,com pesquisa sobre o MRT.
    Em meio a minha pesquisa tenho me deparado com o mistério a cerca do desaparecimento de Gilberto Faria Lima, o Zorro, tido por alguns como agente da repressão, e por outros herói da guerrilha.
    Indo atrás de seu rastro pouco encontrei, a não ser a entrevista do militar Marival que diz que o Zorro estaria no “grupo do Onofre” desaparecido no oeste paranaense em 1974. Entretanto seu livro não o menciona.
    Gostaria de saber se cruzou com alguma informação a esse respeito.

    Seu esforço na tentativa de resgate da memória de meus parentes é louvável, assim como a organização e disponibilização on line desta documentação imprescindível para as pesquisas sobre o período do Terrorismo de Estado.

    Grande Abraço,

  49. Meu nome é Marcelo Mari. Eu gostaria de saber de você onde estão os arquivos do Sni. Pesquiso a trajetória de Mário Pedrosa e enfim acho que poderei esclarecer muita coisa sobre ele, sobre o Carlos Zílio e o presídio Tiradentes por meio desses documentos. Grande abraço, Marcelo Mari fav-ufg

  50. Sou estudante de jornalismo, Esse site e muito importante para nós jovens que não vivenciamos essa época trágica do nosso país, estou fazendo um trabalho sobre Vladmir Herzong e gostaria de saber mais sobre o caso!!

  51. Procurem por Newton de Arruda Giraud, aposentado como ten-cel do exercito, hoje medico ginecologista em Maceio AL, participou da guerrilha do araguaia, foi instrutor na escola das americas, no Panama, foi aluno da medicina da UFRGS, na decada de 80, ele deve ter muitas coisas a dizer.ou nao?

  52. Nós brasileiros queremos saber sobre a real história do período da ditadura, mas não é fácil saber da monstruosidade que foi no período e após a ditadura Militar.
    Anos difíceis….
    A luta dos companheiros que partiram continua em pauta… Queremos uma sociedade mais igualitária, educação, saúde , emprego enfim viver decentemente.
    o meu abraço.

  53. Receber estes e-mails sempre me dão um friosinho na barriga só pensar em qual será o novo documento a ser revelado.
    Aproveito a oportunidade para agradecer e parabenizar-los pelo belo trabalho que fazem ao divulgar estes documentos.

    Att,

    Sandro Leite
    (Graduando em História pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB – Campus XVIII)

  54. Divulgo, com entusiasmo. Como sobrevivente da ditadura, vi, durante muitos anos, como os golpistas e seus fanzocas sempre tentaram fazer com que não se falasse no assunto. Um médico que fez o parto de meu filho tentou, na época da ditadura, ir estudar acupuntura na China, e contava-me como as autoridades do regime tentaram dissuadi-lo, tentaram convencê-lo a ir fazer curso de acupuntura no Japão, que era ‘a mesma coisa’.
    Por fim acabou conseguindo ir para a China, contra a dissuasão tentada pelo regime, que aliás nada tinha de meter o nariz num projeto pessoal de um médico mas metia o nariz em nossas vidas privadas o tempo todo (um dia a Polícia Federal barrou-me quando à noite eu ia para o segundo expediente no Banco Central e pediu-me documentos para que eu provasse não ser um indivíduo procurado por eles, que, na opinião deles, tinha a minha aparência; até trabalhar além do expediente era perigoso e eu, trabalhador compulsivo, podia ter ido parar na câmara de tortura). Culpado até provar ser inocente. Certamente a direita fascista não está batendo palmas para o Aluizio, que fala do que ela não quer que se fale. Azar o dela.
    Hoje até empresários visitam a China e os mesmos golpistas e fanzistas que tentaram impedir o médico a que me refiro acima ficam caladinhas. Onde está a coerência delas?
    Outra coisa: os direitistas fascistas tentam vender a ideia de que ‘militar’ quer dizer militar da direita fascista. Não mencionam os muitos militares que ficaram do lado da legalidade contra a ilegalidade do golpe, que foram torturados e mortos, e falam da instituição militar como se ela fosse formada homogeneamente de militares da direita fascista. Militares da esquerda, para esses mentecaptos, não existem.

  55. Aluizio, sei q é um trabalho de formiga, mas cruzar o livro de controle do Deops com alguns casos de desaparecimento poderia levar às equipes de plantão. O q acha? Tenho tentado fazer isso, mas o trabalho não me deixa muito tempo livre.

    abrs

    Graça

  56. Boa noite

    Este site foi-me recomendado por um amigo e solicito permissão para utilizá-lo nas minhas aulas sobre Direitos Humanos. Acontece que sou Tenente-coronel da Brigada Militar e leciono na Academia de Polícia Militar tendo como alunos desde os Soldados aos Coronéis da instituição. Tais documentos são essenciais para que a memória seja preservada para fins de que nos lembremos dos horrores que os brasileiros foram submetidos em pleno séc. XX.

  57. agradeço a disponibilidade e certamente utilizarei as informações aqui recebidas. coloque-me à disposição para troca de informações.
    Abç

  58. Caro Aluizio, algum tempo atrás prometi lhe enviar um livro sobre a Guerrilha do Araguaia, de minha autoria. Você inclusive me enviou seu endereço. Ocorre que fiquei sem exemplares para cumprir o prometido e terminei perdendo seu endereço. Agora tenho condições de cumprir a promessa e lhe mandar um exemplar. Mande-me novamente um endereço para esse email que está aí registrado, para que eu possa enviá-lo.

    Att.

    Prof. Romualdo Pessoa

  59. Adorei o site. Só uma questão:

    Muitas “vítimas” do João Alfredo Poeck já disseram que o verdadeiro dono do nome não foi a pessoa que os torturou. O torturador real se apropriou de seu nome. Ainda assim, depois de encontrar quem seria o verdadeiro “Dr. Mike”, essas vítimas reconheceram que não se tratava da mesma pessoa e isentaram-no de culpa.

  60. Aluizio Palmar

    O livro Vala Clandestina de Perus: desaparecidos políticos, um capítulo não encerrado da história brasileira está disponível no link http://www.dhnet.org.br/verdade/rn/bibliografia/livro_vala_perus_emmanuel.pdf. Ele revela as ações da ditadura em São Paulo, os falsos tiroteios e atropelamentos, tortura e desaparecimento de opositores do regime civil-militar; e o trabalho da CPI da Câmara Municipal de São Paulo que investigou o assunto. Fiz a coordenação editorial e assino um dos artigos (A primeira Comissão da Verdade).
    Abraço

    Luiz Hespanha

  61. Aluisio descobri, casualmente, que há uma acordo entre a UEM e a Universidade Brown nos Estados Unidos que está disponibilizando mais de 10.000 documentos referentes ao envolvimentos dos EUA na ditadura brasileira. O endereço para acesso é: library.brown.edu/opieningthearchives

  62. Olá.
    Fui estudante de 2o. grau no final da década de 60 e inicio de 70 em Goiás.
    Participei de algumas passeatas estudantis na época e contribuia na confecção de um “jornalzinho” do meu bairro.
    Quando fazia cursinho preparatório para o vestibular, fui avisado por um colega, o qual era cabo ou sargento do Exército, para me afastar das manifestações e do jornalzinho, pois poderia criar problemas pra mim.
    Em virtude disso gostaria de saber se cheguei a ser investigado pela ditadura.
    Onde eu poderia procurar?
    Abraços

  63. Bom dia
    Poe gentileza encaminhar este email para orgaos competente pois vai venvcer o prazo
    e se tiver que digitaliar ou xerocar posso cubrir os custos
    Se puder me dar alguma diga ou sugestao tels sites email que possa nos ajudar a quem sabe
    encontrar o corpo do meu pai ou que a justiça reconheça essa atrocidade

    Muito obrigada Regia

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    Memória Justiça e Reparação no Comite da verdade ( por favor compartilhem )
    Odair Jose Brunocilla, representa um acréscimo de 59 nomes à lista oficial de 421 nomes da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, vinculada á Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.
    Um dos nomes incluídos na lista é o do despachante Odair José Brunocilla. Segundo informações obtidas pela família dele, Brunocilla teria sido sequestrado e torturado por agentes policiais em 6 de maio de 1978 aos 39 anos.
    E por não ter aguentados os ferimentos mortais faleceu com tantas torturas e seu corpo teria sido jogado ao mar.
    Recentemente descobriu-se, no meio do material recolhido pela polícia e recuperado pela família, UMA LISTA DE CLIENTES, entre os quais apareciam os nomes de ARGENTINOS E CHILENOS que sofriam perseguição política em seus países. A repressão na Argentina se tornou mais intensa justamente em 1978. Brunocilla, segundo apurou a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, teria ajudado essas pessoas a fugir.
    Depoimento de Regia Maria Brunocilla ( Filha )

    Sobre o sequestro e desaparecimento meu pai Odair Jose Brunocilla.
    Essas lembranças estão no calabouço da alma da nossa família cheia de feridas abertas que são difíceis demais de tocar.
    Sou a filha mais velha, na época eu tinha 5 anos, tinha um irmão de 3 e um de 1 ano.
    A última lembrança que eu tenho do meu pai, foi ele implorando para me deixarem ir, estávamos voltando da padaria eu estava no colo dele.
    Ele foi arrastado por 4 homens armados, vestindo roupas sociais que chegaram em um fusca e diziam somos da policia e você já era, sua vida acabou te pegamos, agora quero ver você ajudar essa gente.
    Meu pai implorava para me deixarem ir para casa e mandava eu correr, sair dali, fugir.
    Bateram no meu pai ali dentro do carro
    Mas eu não tinha pernas para andar só gritava por ele, fiquei em choque, parada, apavorada, lembro como se fosse hoje, que fiz urina na calça de tanto medo.
    Logo em seguida invadiram minha casa e reviraram tudo, quebraram tudo e o pior também levaram minha mãe.
    Um deles me jogou tão forte na parede que desmaiei e assim ele me calou, trancando a gente em um quarto e lá ficamos eu e meus dois irmãos nem sei por quanto tempo.
    Depois de baterem e torturarem a minha mãe ela foi liberada no outro dia toda machucada, toda torta, toda ferida.
    Fizeram algo que mexeu com seu cérebro ela falava palavras estranhas e não voltou mais ao normal, nunca mais foi a mesma até falecer.
    Meu pai era despachante policial, tinha escritório na Rua Itororó 202 no centro de Santos, o sequestro foi na rua Emilio Ribas próximo aos armazéns na Vila Matias em Santos.
    Depois daquele dia nada foi normal, passamos por sofrimentos indescritíveis
    e sempre com a eterna duvida de saber se ele estava vivo ou morto.
    Em nosso coração ficou um eterno vazio, sentimento de perda injusta e cruel.
    Éramos pequenos, família pequena, meu pai filho único.
    Todos temos traumas irreversíveis dessa tirania que foi a ditadura e as torturas ediondas.
    Na época não se podia tocar no assunto nem em casa, tudo era motivo de pânico e pavor.
    Eles ameaçaram minha mãe dizendo que se ela fosse procurar meu Pai iriam torturar e matar todos os seus filhos na frente dela, do mesmo jeito que aconteceu com meu pai.

    Minha avó Victoria Ortega Brunocilla só tinha ele de filho e nos criou porque minha mãe não tinha mais condições nem emocionais e nem financeiras, pois meu Pai que trazia o sustento para casa havia desaparecido.

    Brunocilla desapareceu no dia 06 de maio de 1978 aos 39 anos
    na rua da sua casa Emilio Ribas Vila Mathias – Santos
    Após ser seqüestrado levaram o carro dele Volkswagem de 1975 modelo TL placas WJ 6426.

    Odair Jose Brunocilla como Despachante ajudava estrangeiros principalmente ARGENTINOS e CHILENOS a entrar no País e BRASILEIROS a sairairem do País por estarem com medo de morrer nas mãos dos militares e da ditadura.
    Por isso foi sequestrado, torturado, morto e seus cruéis assassinos ficaram impunes.
    Ficamos calados com medo de perder mais alguém da familia.
    Ficamos calados e até hoje é assim, pois o sofrimento é muito grande para falar desse tragico e traumatico assunto.

    Odair Jose Brunocilla.
    Nasceu em 18.11.1937 em São Paulo.
    Filho de Victoria Ortega Brunocilla e José Brunocilla. que moram na rua saturnino de brito 1919 marape canal 1 .
    Casado com Dina Valquiria da Silva que era dona de um lojinha de roupas no centro
    Tinha 3 filhos pequenos Regia, Regio e Roberto
    Sempre viveu em Santos sua profissão era Despachante , ele tinha 39 anos –
    1.80 alt moreno claro, olhos e cabelos castanhos .
    O escritório dele ficava na Rua Itororó 202 – tel 13- 321761 no centro de Santos –São Paulo.
    Formou-se no Rio de Janeiro em 1975.
    Cursou o técnico no colégio Tarquínio Silva em 1955.
    Cursou o primário no colégio Nossa Senhora do Carmo 1953.
    Era membro do conselho e socio de cadeira cativa do Santos futebol clube

    Precisamos de qualquer informaçao para aumentar nosso conhecimento sobre tudo que aconteceu em meados de 1978

    Se alguém lembrar de algo e puder ajudar por favor entre em contato:

    Telefone (13) 22024010 – Tim (13) 982020998 whatsaap torpedo
    Email – regia_brunocilla@yahoo.com.br
    Facebook – Regia Brunocilla
    Endereço: Rua Doutor Emilio Ribas – Vila Matias – CEP: 11015-070 – Santos – SP
    Obs: Podem ligar a cobrar a qualquer hora.
    Para verem fotos e textos entrem no album do facebook e por favor compartilhem, obrigada.

    https://www.facebook.com/regiabrunocilla/media_set?set=a.835776279798537.100000985184968&type=3

    IMG_1551.JPG

  64. Passei minha infância vendo estes criminosos se intitularem doutores, não representavam o estado e sim a bandidagem. Hoje sinto prazer em ver que o tempo esta fazendo a faxina que deveríamos ter feito. Ainda faltam muitos, mas o tempo se encarregara. Tive sorte em viver para ver cada um deles irem para o além onde certamente pagarão pelos seus crimes.

  65. Mario Entrala de cidadania Chilena foi levado até a Dops no ano de 1973,endereço brigadeiro tobias 527-SP .se alguem sobreviveu para falar…e se ainda tenham relatos e lembranças sobre tal pessoa…favor nos diga algo.

  66. Gostaria de saber se as fotografias aqui divulgadas podem ser utilizadas em trabalhos acadêmicos, no caso, a fonte seria: Documentos revelados? E o título da foto …. existe uma imagem que o nome é Manif rio jornalista 1968, esse é o título mesmo?

    OBRIGADA!